terça-feira, 19 de julho de 2011

Fahrenheit 451 – além do título do filme é a temperatura ideal para queimar um livro

Download (446 MB)
Começo o texto já com uma curiosidade: esse é o primeiro filme em cores do diretor francês François Truffaut. Uma escolha muito sábia, afinal, fogo em preto em branco ficaria sem-graça.

O filme de 1966, que é baseado na história homônima escrita por Ray Bradbury, se passa num futuro não muito distante onde os bombeiros, ao invés de apagarem incêndios, queimam livros. Não apenas um livro ou outro especificamente, mas sim todos os livros, revistas, etc. Tudo que contêm texto e possa, conseqüentemente, transmitir uma idéia. O poder de censura é tão grande que os créditos iniciais do filme são narrados, já para o espectador entrar no clima.

Guy Montag, bombeiro e personagem principal, também acredita que os livros são inúteis, que causam tristeza a quem os lê. Apenas mais um pau-mandado como toda a maioria da sociedade, seus pensamentos começam a mudar quando conhece sua questionadora vizinha Clarice.

Detalhe interessantíssimo é o futurismo criado. Onde os bombeiros sobem por aquela barra, onde há interação com a TV e uma, hoje cômica, cena de personagens policias voando. A TV é outra critica que há no filme/livro. A TV que distância, não só as pessoas do convívio familiar, mas também dos livros. Ela é uma outra forma de queimar um livro.

Montag rouba um livro em um dos incêndios. Com a leitura ele já começa a ter outra visão da sociedade, da família e de seu próprio trabalho. Principalmente após ele ver uma senhora que se suicidada com toda sua biblioteca. Podemos ver grandes obras sendo queimadas inclusive a revista Cahiers Du Cinéma, que Truffaut escrevia. E algumas outras obras que não tiveram muita aceitação como Mein Kampf.

No decorrer do filme Montag conhece os ‘book-peoples’. Com apresentações que me fizeram dar muita risada, com direito a um ‘não se pode julgar o livro pela capa’.

Filme muito recomendado para todos que gostam de uma boa história e para todos que gostam de conhecer um pouco mais sobre cinema. É ótimo para se acostumar com François Truffaut, importante diretor da Nouvelle Vague francesa. Digo se acostumar porque esse é o único filme falado em inglês dirigido por ele. E que na verdade nem o próprio diretor gostou muito, segundo ele, preferindo a versão dublada em francês onde os diálogos ficam muito melhores.

domingo, 17 de julho de 2011

Maldito Futebol Clube – uma rapidinha nesse fim de domingo

Download (806 MB)

Sim, senhores. Hoje é um domingo. Um domingo triste para a maioria dos brasileiros. A seleção acaba de perder para o Paraguai. Ou eu deveria dizer que perdeu para si mesma? Bem, o jogo foi para a disputa de pênaltis e a seleção canarinho conseguiu perder quatro cobranças seguidas. O clima tenso de futebol me fez lembrar desse filme que vi há algum tempo. Maldito Futebol Clube conta a história do técnico Brian Clough. Ele ganhou destaque em um time pequeno da Inglaterra até ser contratado pelo, então grande time, Leeds. São raras as boas dramatizações em filmes (vide filmes americanos com meninas jogando) por isso esse merece destaque. Acho que até me enganou mostrando imagens de jogos reais que me fizeram acreditar que eram atores (ou o contrário). Clough dura menos de dois meses no comando do Leeds e assume um time pequeno da segunda divisão do campeonato inglês. 

Bukowski – Born Into This

Download (372 MB)

Documentário sobre o escritor Charles Bukowski, meu, ultimamente, parceiro de cama. Adoro ler esse cara e sinto até um pouco de inveja de saber que realmente gente de atitude que não dá a minina pra nada e consegue viver apenas de álcool e uma maquina de escrever.  Quando você lê Bukowski, apesar de nada detalhista e sim muito direto, é fácil imaginar o buraco por onde morou o autor. E nesse doc realmente mostra que ele tinha uma vida de merda (aos olhos da maioria). Mas sempre serve para separar Bukowski de Chinaski (personagem criado por ele, um alter-ego). Muita gente pensa que todas as histórias realmente aconteceram com Bukowski, e na verdade não, não aconteceram. Mas no doc tem muita outras história vividas pelo velho Buk que são tão engraçadas quanto em seus livros (pra mim em especial a de quando perdeu a virgindade).

No Brasil o autor é mais conhecido pelos dramas que escreve já nos USA é reverenciado pela sua poesia. Nunca fui fã de poesia, mas o velho safado me cativou. Principalmente com o pássaro azul que ele fez eu sentir quando recita um poema no final. Na verdade durante o filme todo são lidas poesias dele.

É um doc meio barato. Entrevistas com pessoas que você nem imagina que são conhecidas do velho por serem tão normais. Mas também serve para mostrar como o velho Buk também é um ser normal. Há muitas e muitas entrevistas com ele, o que é legal pois é difícil encontrar entrevistas legendas do poeta. Muitas fotos também. As fotos são meio chatas parecendo editadas num Windows Movie Maker na versão 2000 do sistema operacional.

Mas quem se interessa sobre a obra e vida do cara é uma boa dica.

Lolita – A versão clássica, por favor.

Download (500 MB)

Baixei esse filme há alguns bons meses. Nunca tive muita vontade de assistir para falar a verdade. Peguei mais por curiosidade, afinal é um filme do Stanley Kubrick (Laranja Mecânica, O Iluminado). Por ser fã de Laranja mecânica resolvi dar uma chance ao velho Kubrick.

O filme é em preto e branco. Não para ser Cult mas porque é velho mesmo. Um professor de literatura francesa vai para uma cidadezinha onde fica hospedado em uma pensão. Decidi se hospedar lá por causa da filha da dona da pensão, a personagem que dá titulo ao filme, Lolita. Uma jovem loira de 16 anos que chama a atenção do velho professor (novinha, vê se não mexe comigo, meu estilo é neurótico...). O cara vai além. Ele casa com a mãe da garota apenas para ficar próximo a menina. Calma, não rola nenhum adultério, ainda. O tiozinho fica doido pela menina e mantém seus pensamentos anotados em um diário. Mania de colocar coisa em diária, sempre alguém descobre e dá a maior treta. E foi o que deu. Mas paro por aqui. Nada de spoiler. Tem um personagem que gostei bastante (apesar de filho-da-puta) o dramaturgo alguma coisa Guilty. Que morre em uma das melhores cenas de assassinato que já vi.

Vale a pena assistir. Chega a ser irritante a obsessão do velho pela garota. Em seus momentos de lucidez o professor é um personagem bem interessante. Não sei o nome do ator que o faz. Mas faz incrivelmente bem. Destaque apara a cena em que ele da uma grana para a Lolita.

Depois que assisti dei uma pesquisa na intenê para ver se tinha algumas curiosidades sobre o filme. Vi que tem uma versão mais recente, dos anos 90 se não me engano. Apenas muda o nome das personagens. Mas por favor, gente, vejam o original também.  

Um dia de Cão – Attica! Attica!

Download (702 MB)

Cheguei a uma conclusão na criação do título para esse post: filme d Al Pacino só é bom se em algum momento de La película ele segurar uma arma. E Um dia de Cão é só mais um filme que entra na lista para comprovar o que eu digo (porque o blog é meu e aqui minha palavra é divina).

Era para ser um simples assalto a banco (eram os anos 70 e assaltar banco naquela época era mais simples) mas tudo da errado. Começando com um dos integrantes do até então trio dando pra trás na hora do assalto até não ter quase grana alguma no banco. Tudo acaba virando um circo com a chegada da policia e as exigências feitas por Sonny (Al Pacino) para liberar os “reféns”. Entre aspas mesmo porque de refém não têm nada com algumas chegando a uma quase síndrome de Estocolmo. O sensacional do filme é não ter nenhuma trilha sonora, manolo. A tensão é gerada só pelas cenas em si. Grande mérito do falecido diretor Sidney Lumet que já havia trabalhado com Pacino em Serpico, anos antes.

Não sei se é uma coisa da minha cabeça mas rola uma critica ao preconceito. Não quero detalhar para não dar spoiler. Mas a atitude da ‘platéia’ muda bastante depois de algumas revelações surpreendentes do personagem de Sonny. ‘Platéia’ aliás, que me fez rir muito.

Fica dica Hollywood:
Deveriam fazer outra versão desse filme pela visão da personagem Leon.

Obs: mudei o título do post mas não quis trocar o primeiro parágrafo. Afinal: o blog é meu e aqui minha palavra é divina

Intermediário.Com – ‘Vamos focar na razão de estarmos aqui’

Download (333 MB)

O filme conta a história do grande motivo para você ter internet em casa: pornografia. Entre algumas viagens temporais você descobre como dois idiotas revolucionaram a internê com um site pornô que utilizava cartões de crédito para acesso. Aliás um da dupla de idiotas é chato demais estando sempre num estado de efeito de cocaína (sempre desconfiando de todo mundo, achando que todo mundo é policial, além de se achar pronto pra brigar a qualquer hora). Mas chega a ser extremamente irritante as discussões entre ele e o parceiro, também cocaineiro. Resumindo, eles só podiam por tudo a perder, ainda mais se envolvendo com a máfia russa. Então chamam o cara do titulo do filme, o intermediário. Ele sempre teve habilidade para resolver qualquer pepino e acaba entrando no ramo do diabo. Como nem tudo é sexo tem que ter a crise do personagem  principal, e sua entrada no negócio abala seu casamento e o distancia da família. Ainda mais por também acabar se envolvendo com os russos. O filme é divertido, mas se você pensa que vai ver muito sexo e baixaria nele se engana. Talvez alguns peitinhos aqui e outro ali. O filme diz ser baseado em fatos reais, mas como todos sabem qualquer coisa que envolva máfia russa não pode ser real. Mas claro que em uma conversa interessante sobre pornografia você pode citar a estória.


Em tempo:
No filme é repetida umas cinco vezes a frase ‘vamos focar na razão de estarmos aqui’.


Na trilha tem Sympathy of the Devil e fecha com You Can't Always Get What you Want dos Rolling Stones. Músicas boas (alias Sympathy… é o melhor rock já feito na história da história) mas meio clichezão para esse tipo de filme.

domingo, 13 de março de 2011

Os Bons Companheiros

Download (434 MB)
Francis Ford Coppola não queria rodar O Poderoso Chefão Parte II. Mas só pra ajudar indicou um jovem diretor que segundo ele, era ótimo em filme de gangster/máfia: Martin Scorsese. No final das contas, depois de algumas exigências de Coppola, ele mesmo acabou dirigindo a segunda parte.
O que isso tem haver? Ser indicado por Coppola para dirigir a seqüência do segundo melhor filme de todos os tempos (o melhor é a Parte II) é algo que merece ser observado atentamente. Quem era esse tal de Scorsese? Só viemos conhecê-lo no mesmo ano que saiu a segunda parte do Poderoso Chefão com Alice Não Mora Mais Aqui.
Ok. Já mamei demais na do Scorsese. Isso foi uma introdução para saber que o cara manja (gíria para quem entende do assunto). Em 1990 ele me aparece com Os Bons Companheiros. Desde Poderoso Chefão não sentia algo desse jeito. Podem me chamar do que quiserem, mas a vontade de ser um bandido cresce muito vendo filmes assim. O filme conta a história de três gangsteres, desde quando entram para aquele mundo ainda crianças levando e trazendo informações, subindo de cargo e ganhando respeito até suas quedas. O filme se passa em uns trinta anos. É incrível a mudança na aparência das personagens. Principalmente do Ray Liotta e do Joe Pesci (que levou o Oscar pelo filme).
Não vou escrever sobre o filme e toda sua história, acho que nem consigo fazer isso agora. É mais um post de indicação. Qualquer ser que goste de Poderoso Chefão deve assistir, obrigatoriamente, essa obra prima. É simplesmente lindo. Para ver e rever. É não é daqueles que quando se revê a qualidade cai. Aumenta. Cada vez que acaba e você aperta o play de novo a qualidade aumenta.