terça-feira, 19 de julho de 2011

Fahrenheit 451 – além do título do filme é a temperatura ideal para queimar um livro

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Começo o texto já com uma curiosidade: esse é o primeiro filme em cores do diretor francês François Truffaut. Uma escolha muito sábia, afinal, fogo em preto em branco ficaria sem-graça.

O filme de 1966, que é baseado na história homônima escrita por Ray Bradbury, se passa num futuro não muito distante onde os bombeiros, ao invés de apagarem incêndios, queimam livros. Não apenas um livro ou outro especificamente, mas sim todos os livros, revistas, etc. Tudo que contêm texto e possa, conseqüentemente, transmitir uma idéia. O poder de censura é tão grande que os créditos iniciais do filme são narrados, já para o espectador entrar no clima.

Guy Montag, bombeiro e personagem principal, também acredita que os livros são inúteis, que causam tristeza a quem os lê. Apenas mais um pau-mandado como toda a maioria da sociedade, seus pensamentos começam a mudar quando conhece sua questionadora vizinha Clarice.

Detalhe interessantíssimo é o futurismo criado. Onde os bombeiros sobem por aquela barra, onde há interação com a TV e uma, hoje cômica, cena de personagens policias voando. A TV é outra critica que há no filme/livro. A TV que distância, não só as pessoas do convívio familiar, mas também dos livros. Ela é uma outra forma de queimar um livro.

Montag rouba um livro em um dos incêndios. Com a leitura ele já começa a ter outra visão da sociedade, da família e de seu próprio trabalho. Principalmente após ele ver uma senhora que se suicidada com toda sua biblioteca. Podemos ver grandes obras sendo queimadas inclusive a revista Cahiers Du Cinéma, que Truffaut escrevia. E algumas outras obras que não tiveram muita aceitação como Mein Kampf.

No decorrer do filme Montag conhece os ‘book-peoples’. Com apresentações que me fizeram dar muita risada, com direito a um ‘não se pode julgar o livro pela capa’.

Filme muito recomendado para todos que gostam de uma boa história e para todos que gostam de conhecer um pouco mais sobre cinema. É ótimo para se acostumar com François Truffaut, importante diretor da Nouvelle Vague francesa. Digo se acostumar porque esse é o único filme falado em inglês dirigido por ele. E que na verdade nem o próprio diretor gostou muito, segundo ele, preferindo a versão dublada em francês onde os diálogos ficam muito melhores.

domingo, 17 de julho de 2011

Maldito Futebol Clube – uma rapidinha nesse fim de domingo

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Sim, senhores. Hoje é um domingo. Um domingo triste para a maioria dos brasileiros. A seleção acaba de perder para o Paraguai. Ou eu deveria dizer que perdeu para si mesma? Bem, o jogo foi para a disputa de pênaltis e a seleção canarinho conseguiu perder quatro cobranças seguidas. O clima tenso de futebol me fez lembrar desse filme que vi há algum tempo. Maldito Futebol Clube conta a história do técnico Brian Clough. Ele ganhou destaque em um time pequeno da Inglaterra até ser contratado pelo, então grande time, Leeds. São raras as boas dramatizações em filmes (vide filmes americanos com meninas jogando) por isso esse merece destaque. Acho que até me enganou mostrando imagens de jogos reais que me fizeram acreditar que eram atores (ou o contrário). Clough dura menos de dois meses no comando do Leeds e assume um time pequeno da segunda divisão do campeonato inglês. 

Bukowski – Born Into This

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Documentário sobre o escritor Charles Bukowski, meu, ultimamente, parceiro de cama. Adoro ler esse cara e sinto até um pouco de inveja de saber que realmente gente de atitude que não dá a minina pra nada e consegue viver apenas de álcool e uma maquina de escrever.  Quando você lê Bukowski, apesar de nada detalhista e sim muito direto, é fácil imaginar o buraco por onde morou o autor. E nesse doc realmente mostra que ele tinha uma vida de merda (aos olhos da maioria). Mas sempre serve para separar Bukowski de Chinaski (personagem criado por ele, um alter-ego). Muita gente pensa que todas as histórias realmente aconteceram com Bukowski, e na verdade não, não aconteceram. Mas no doc tem muita outras história vividas pelo velho Buk que são tão engraçadas quanto em seus livros (pra mim em especial a de quando perdeu a virgindade).

No Brasil o autor é mais conhecido pelos dramas que escreve já nos USA é reverenciado pela sua poesia. Nunca fui fã de poesia, mas o velho safado me cativou. Principalmente com o pássaro azul que ele fez eu sentir quando recita um poema no final. Na verdade durante o filme todo são lidas poesias dele.

É um doc meio barato. Entrevistas com pessoas que você nem imagina que são conhecidas do velho por serem tão normais. Mas também serve para mostrar como o velho Buk também é um ser normal. Há muitas e muitas entrevistas com ele, o que é legal pois é difícil encontrar entrevistas legendas do poeta. Muitas fotos também. As fotos são meio chatas parecendo editadas num Windows Movie Maker na versão 2000 do sistema operacional.

Mas quem se interessa sobre a obra e vida do cara é uma boa dica.

Lolita – A versão clássica, por favor.

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Baixei esse filme há alguns bons meses. Nunca tive muita vontade de assistir para falar a verdade. Peguei mais por curiosidade, afinal é um filme do Stanley Kubrick (Laranja Mecânica, O Iluminado). Por ser fã de Laranja mecânica resolvi dar uma chance ao velho Kubrick.

O filme é em preto e branco. Não para ser Cult mas porque é velho mesmo. Um professor de literatura francesa vai para uma cidadezinha onde fica hospedado em uma pensão. Decidi se hospedar lá por causa da filha da dona da pensão, a personagem que dá titulo ao filme, Lolita. Uma jovem loira de 16 anos que chama a atenção do velho professor (novinha, vê se não mexe comigo, meu estilo é neurótico...). O cara vai além. Ele casa com a mãe da garota apenas para ficar próximo a menina. Calma, não rola nenhum adultério, ainda. O tiozinho fica doido pela menina e mantém seus pensamentos anotados em um diário. Mania de colocar coisa em diária, sempre alguém descobre e dá a maior treta. E foi o que deu. Mas paro por aqui. Nada de spoiler. Tem um personagem que gostei bastante (apesar de filho-da-puta) o dramaturgo alguma coisa Guilty. Que morre em uma das melhores cenas de assassinato que já vi.

Vale a pena assistir. Chega a ser irritante a obsessão do velho pela garota. Em seus momentos de lucidez o professor é um personagem bem interessante. Não sei o nome do ator que o faz. Mas faz incrivelmente bem. Destaque apara a cena em que ele da uma grana para a Lolita.

Depois que assisti dei uma pesquisa na intenê para ver se tinha algumas curiosidades sobre o filme. Vi que tem uma versão mais recente, dos anos 90 se não me engano. Apenas muda o nome das personagens. Mas por favor, gente, vejam o original também.  

Um dia de Cão – Attica! Attica!

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Cheguei a uma conclusão na criação do título para esse post: filme d Al Pacino só é bom se em algum momento de La película ele segurar uma arma. E Um dia de Cão é só mais um filme que entra na lista para comprovar o que eu digo (porque o blog é meu e aqui minha palavra é divina).

Era para ser um simples assalto a banco (eram os anos 70 e assaltar banco naquela época era mais simples) mas tudo da errado. Começando com um dos integrantes do até então trio dando pra trás na hora do assalto até não ter quase grana alguma no banco. Tudo acaba virando um circo com a chegada da policia e as exigências feitas por Sonny (Al Pacino) para liberar os “reféns”. Entre aspas mesmo porque de refém não têm nada com algumas chegando a uma quase síndrome de Estocolmo. O sensacional do filme é não ter nenhuma trilha sonora, manolo. A tensão é gerada só pelas cenas em si. Grande mérito do falecido diretor Sidney Lumet que já havia trabalhado com Pacino em Serpico, anos antes.

Não sei se é uma coisa da minha cabeça mas rola uma critica ao preconceito. Não quero detalhar para não dar spoiler. Mas a atitude da ‘platéia’ muda bastante depois de algumas revelações surpreendentes do personagem de Sonny. ‘Platéia’ aliás, que me fez rir muito.

Fica dica Hollywood:
Deveriam fazer outra versão desse filme pela visão da personagem Leon.

Obs: mudei o título do post mas não quis trocar o primeiro parágrafo. Afinal: o blog é meu e aqui minha palavra é divina

Intermediário.Com – ‘Vamos focar na razão de estarmos aqui’

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O filme conta a história do grande motivo para você ter internet em casa: pornografia. Entre algumas viagens temporais você descobre como dois idiotas revolucionaram a internê com um site pornô que utilizava cartões de crédito para acesso. Aliás um da dupla de idiotas é chato demais estando sempre num estado de efeito de cocaína (sempre desconfiando de todo mundo, achando que todo mundo é policial, além de se achar pronto pra brigar a qualquer hora). Mas chega a ser extremamente irritante as discussões entre ele e o parceiro, também cocaineiro. Resumindo, eles só podiam por tudo a perder, ainda mais se envolvendo com a máfia russa. Então chamam o cara do titulo do filme, o intermediário. Ele sempre teve habilidade para resolver qualquer pepino e acaba entrando no ramo do diabo. Como nem tudo é sexo tem que ter a crise do personagem  principal, e sua entrada no negócio abala seu casamento e o distancia da família. Ainda mais por também acabar se envolvendo com os russos. O filme é divertido, mas se você pensa que vai ver muito sexo e baixaria nele se engana. Talvez alguns peitinhos aqui e outro ali. O filme diz ser baseado em fatos reais, mas como todos sabem qualquer coisa que envolva máfia russa não pode ser real. Mas claro que em uma conversa interessante sobre pornografia você pode citar a estória.


Em tempo:
No filme é repetida umas cinco vezes a frase ‘vamos focar na razão de estarmos aqui’.


Na trilha tem Sympathy of the Devil e fecha com You Can't Always Get What you Want dos Rolling Stones. Músicas boas (alias Sympathy… é o melhor rock já feito na história da história) mas meio clichezão para esse tipo de filme.

domingo, 13 de março de 2011

Os Bons Companheiros

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Francis Ford Coppola não queria rodar O Poderoso Chefão Parte II. Mas só pra ajudar indicou um jovem diretor que segundo ele, era ótimo em filme de gangster/máfia: Martin Scorsese. No final das contas, depois de algumas exigências de Coppola, ele mesmo acabou dirigindo a segunda parte.
O que isso tem haver? Ser indicado por Coppola para dirigir a seqüência do segundo melhor filme de todos os tempos (o melhor é a Parte II) é algo que merece ser observado atentamente. Quem era esse tal de Scorsese? Só viemos conhecê-lo no mesmo ano que saiu a segunda parte do Poderoso Chefão com Alice Não Mora Mais Aqui.
Ok. Já mamei demais na do Scorsese. Isso foi uma introdução para saber que o cara manja (gíria para quem entende do assunto). Em 1990 ele me aparece com Os Bons Companheiros. Desde Poderoso Chefão não sentia algo desse jeito. Podem me chamar do que quiserem, mas a vontade de ser um bandido cresce muito vendo filmes assim. O filme conta a história de três gangsteres, desde quando entram para aquele mundo ainda crianças levando e trazendo informações, subindo de cargo e ganhando respeito até suas quedas. O filme se passa em uns trinta anos. É incrível a mudança na aparência das personagens. Principalmente do Ray Liotta e do Joe Pesci (que levou o Oscar pelo filme).
Não vou escrever sobre o filme e toda sua história, acho que nem consigo fazer isso agora. É mais um post de indicação. Qualquer ser que goste de Poderoso Chefão deve assistir, obrigatoriamente, essa obra prima. É simplesmente lindo. Para ver e rever. É não é daqueles que quando se revê a qualidade cai. Aumenta. Cada vez que acaba e você aperta o play de novo a qualidade aumenta.

As Virgens Suicidas

Cinco irmãs. A mais nova, Cecília, tenta se matar cortando os pulsos na banheira. Ela sobrevive. Bairro monótono. Única coisa interessante são as cinco irmãs. Lindas. 13, 14, 15, 16 e 17 anos. Pais super-protetores que não as deixam ter contato com outros garotos. O médico, Danny DeVito, aconselha: deixem ela ter contato com garotos, será bom. Permitem uma festa. A festa vai bem. Um garoto com problemas mentais é a união entre os sexos opostos. Tudo bem. Não para a mais nova das irmãs. Cecília tenta suicídio de novo. Consegue. Agonia. Por que? Ninguém entende. A maioria não entende. Afinal de contas você não é uma adolescente de 13 anos. Tempo passa. Não muito. Voltam a escola. Tudo normal? Sim. Parece que sim. Aulas de matemática. Normal. Ok. Baile da escola. O malandro adolescente americano Trip quer convidar uma das irmãs para levar, Lux. Os pais concordam. Todas arranjam pares. Em troca de alguns baseados. Todos se divertem. Trip e Lux escapam para o campo de futebol. Adeus, virgindade. Os outros voltam para suas casas normalmente. Trip abandona Lux. Segundo ele, no manicômio ou onde quer que esteja ele a amava. Mas abandonou. Foi para casa com o sol já no céu. A mãe enlouquece. Não permite mais que as filhas se encontrem com ninguém. Nem com o mundo. Presas. O filme começa.
Filme de 1999, dirigido pela então estreante Sofia Coppola. A solidão, como em todos seus outros filmes, impera no pacato bairro onde nada acontece. Única diversão dos garotos é tentar desvendar o mistério que é as jovens irmãs Lisbons. Filme para ser visto uma única vez. Vamos deixar a primeira impressão ficar. Da minha parte fiquei com mais agonia dos garotos ali da vizinhança. Só vendo para entender.

terça-feira, 1 de março de 2011

Get Low – Já organizou seu funeral hoje?

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As vezes as pessoas têm tantos problemas na vida que não aguentam mais e acabam se matando. Bem, não tem nenhum suicídio no filme, já lhe adianto. Invés de adiantar o fim da vida, Felix Bush (Robert Duvall) quis adiantar apenas o seu funeral. Vivendo isolado na floresta há mais de 40 anos, certo dia, depois de certo sonho, ele decide já deixar tudo feito. Leia atentamente, eu escrevi ‘tudo feito’ e não ‘preparado’. Sr. Bush quer participar do seu funeral ainda vivo. Na verdade ele não quer apenas um funeral, quer uma festa onde, para ser convidado, todos deverão contar uma história sobre ele. Havia muitas lendas sobre ele, e o povo da cidade na verdade o odiava muito. Então por que iriam a seu funeral? Porque no mesmo dia seria sorteada uma rifa, e quem ganhasse ficaria com suas terras depois que ele partisse. Praticamente uma festa junina esse funeral.
Tudo é organizado pela Funerária Quinn, do senhor Frank Quinn (Bill Murray) e seu funcionário Buddy Robinson (Lucas Black). No começo Buddy acha aquilo tudo muito triste. E é único a achar isso já que Frank só pensa no dinheiro que o velhote tem e o resto da cidade só lembra de suas lendas. No final sabemos que aquilo tudo era necessário. Tudo na verdade é um empurrão para o velho Bush contar a única e verdadeira história.
Duvall faz o velho rabugento a ter carisma, Black transmite pena e determinação na sua atuação e Murray arranca sorrisos com o humor sutil do filme. Infelizmente o filme não saiu nos cinemas daqui. Onde assisti? Na minha última viagem pra Los Angeles.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscar 2011 – Vencedores

Ontem aconteceu a entrega dos prêmios aos vencedores da 83° Cerimônia do Oscar. Com nenhuma surpresa, a noite da premiação oi tão divertida quanto ficar com o carro preso no meio da Marginal em dia de chuva. Comparações idiotas à parte, vamos aos vencedores:
Melhor filme: O Discurso do Rei
Poderíamos esperar uma vitória do A Rede Social, mas talvez os velhinhos do Oscar nem saibam o que é o Facebook e a tal das internets.
Melhor Diretor: Tom Hooper – O Discurso do Rei
Como é de praxe, melhor diretor também leva melhor filme.
Melhor ator: Colin Firth – O Discurso do Rei
Merecido. Apesar de disputar com quase impossóveis ganhadores. Jeff bridges ganhou nessa mesma categoria  ano passado por Coração Louco, Javir Bardem ganhou de coadjuvante há alguns anos pelo maravilhoso Onde os Fracos não tem Vez e James Franco estava apresentando a cerimônia. Além disso a academia devia um Oscar para ele desde Um Homem Sério.
Melhor Atriz: Natalie Portman – Cisne Negro
A dedicação dela para encarar a personagem é realmente invejável. Emagreceu, aprendeu a dançar balé e fez duas personagens bem distintas. E apesar de algumas caras e bocas não tinha mais pra ninguém. Se Jennifer Lawrence ganhasse por Inverno da Alma também seria merecido, mas tinha que vencer duas Natalies Portmans.
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale – O Vencedor 
Hollywood adora um ator dedicado. E é a mesma coisa com o Bale. Se ele chegou a experimentar crack para entrar no personagem não me espantaria. Tem coisas parecidas com a Natalie Portman: emagreceu e fez caras e bocas durante o filme todo.
Melhor Atriz coadjuvante: Melissa Leo – O Vencedor
Nem lembrava dela até saber que ela havia ganho. A mãe dos lutadores no filme é tão chata que nem me dava esse prazer. Mas parando pra relembrar realmente foi uma boa escolha. A mãe super-protetora que quer o melhor para os filhos mas acaba só f*dendo com as coisas. Helena Bonham Carter  como a mulher do George VI no Discurso do Rei e a negociadora de Bravura Indômita, Hailee Steinfeld, eram minhas preferidas.

Melhor longa animado: Toy Story 3
Ótimo filme. Ainda mais fazendo mais de 1 Bilhão de bilheteria.  A Academia ama quem ajuda a salvar o cinema.
Melhor Documentário: Trabalho InternoPrevisível como todas as outras categorias. Infelizmenteo meio brazuca Lixo Extraordinário não levou. Não assisti nenhum dos documentários indicados mas meu coração verde e amarelo torcia por ele.      
Considerações finais sobre o 83° Academy Awards: BORING e ZzZzZz...  
Se querem ver os vencedores das outras categorias entram lá na página do Omelete.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Pokémon – O filme, 15 anos de Pokémon e minha primeira vez com o cinema

Primeira vez que fui ao cinema foi para ver o primeiro filme do Pokémon. Acho que foi em 1999, se não me engano. Quando chegamos, minha mãe, uma vizinha e eu, a fila era enorme (alias até hoje não vi uma fila de cinema como aquela). Compramos as entradas só para uma outra sessão porque a seguinte já estava esgotada. Na compra do ingresso você ganhava um card do Pikachu ou do Mewtwo. Ganhei do Mewtwo mas um garoto me pediu para trocar com ele.  Passeamos por horas no Shopping Aricanduva, até que finalmente chegou a hora.
Primeiro eles passam um curta-metragem só com os pokémons. O rosto do Ash e dos outros nem apareciam. Destaque só para os bichinhos. Era uma historinha simples. Eles aparavam para descansar em um lugar onde os pokémons podiam relaxar e se divertir. Lá eles encontram uma outra turma de pokes que, lidera por um Snubull (Caralho! Era um Pokémon novo. Aquilo era demais), começam a arranjar briga. Competição vai competição vem o Charizard acaba com a cabeça presa numa casinha. Eles se unem e ajudam a tirar o dragão de lá (1° lágrimas nos olhos).
Eu não quero falar sobre o filme. Quero falar sobre o que eu senti daquela vez. Mas tudo bem. O longa começa com a música de abertura do desenho cantada diferente e com uma puta luta entre Donphan (outro Pokémon novo) e o Bulbassauro do Ash (2° lágrimas nos olhos). Nem precisa falar quem ganha, Bulbassauro é o Anderson Silva do tipo grama. Logo depois dessa luta de abertura aparece um Dragonite (!!!) com uma ‘carta holograma’ convocando Ash  para um encontro com os melhores treinadores e bla bla bla.
Tudo é uma tramóia do Mewtwo. Ele descobriu que na verdade é um clone do lendário Mew e por isso se revoltou contra os humanos. Matou todos cientista do laboratório e fugiu para se vingar. Mewtwo que convocou os treinadores, mas só alguns conseguiram chegar ao castelo dele. Na verdade ele não tava nem aí para os treinadores. Ele queria os Pokémons. Captura todos com umas poké-bolas negras. O mais difícil de capturar, claro, foi o Pikahu. Ash protegeu ele até a última lá no alto da escada, mas não deu. Todos devidamente pegos e clonados.
Bem, acontece alguma coisa que os pokes escapam, mas já haviam sido clonados.  Começa, então, uma puta batalha entre os clones. Os clones eram geneticamente superiores e os originais estavam levando um pau. Mas agüentavam firmemente. Nisso o Mew já tinha aparecido e estava lá tretando com o Mewtwo. Ninguém agüentava mais nada. Pikachu não queria lutar, ele sabia que aquilo não levaria a nada. Nem o clone do Meowth (o ‘miau’ da Equipe Rocket).
Ash não agüenta mais ver aquilo e inventa de interferir na briga dos dois super-pokémons. Acaba ficando no meio do ataque deles e acaba virando pedra. Choradeira total. Minha, da minha mãe, do Pikachu, de todos os pokémons que estavam presentes e de todos presentes no cinema.
Não vou mais falar sobre o filme. Apesar de lembrar de muitos outros detalhes. A Equipe Rocket consegue entrar no castelo do Mewtwo, claro. Fazem a brincadeira clássica do ‘quem é esse Pokémon?’. O filme é muito bem feito. Bem mais maduro que os episódios. Nos episódios você talvez se emocione em alguns clássicos como no que o Pikachu quase vai embora, na despedida da Butterfree ou naquela puta luta contra o Tenente Surge e o seu Raichu. Mas em nenhum episódio o nó na garganta é tão grande como nesse primeiro filme.
Não tenho vergonha de falar que fui um grande fã de Pokémon e que ainda me pego assistindo na rede TV. Há coisas que sempre nos marcam muito durante nossa infância. Hoje, agora, enquanto escrevo esse texto eu entendo o sentimento dos fãs de Justin Bieber. Sabe, a paixão que você tem com algo que está completamente distante de você, que você simplesmente admira, se emociona. Os mais velhos sempre dizem que quando você crescer você se envergonhará dos seus antigos gostos. Bem, eu sou um desses mais velhos agora, e isso é mentira.

Inverno da Alma

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Infelizmente estou sem tempo para escrever sobre todos os filmes do Oscar. Sim, eu vi todos e a maioria me agradou. Apenas três realmente me surpreenderam: A Rede Social, O Discurso do Rei e, o do título do texto, Inverno da Alma.
Ree Dolley (Jennifer Lawrence) é uma adolescente de 17 anos que cuida dos dois irmãos e da mãe, que pirou na batatinha.  Eles vivem em uma cidadezinha pequena onde, praticamente todo mundo é parente, e ‘cozinham’ drogas.
O filme começa com Ree descobrindo que pode perder a casa onde vive. Seu pai, que saiu em prisão condicional, deu a casa como garantia caso não aparecesse no dia da audiência.  Ela então sai em busca de seu pai para não perder o único lugar que tem para viver.
Nessa busca ela se mete com os chefões do tráfico na região e acaba descobrindo muitas verdades sobre o pai.
A história parece ser meio bobinha, sem nada demais. E, é. O grande destaques é a atriz Jennifer Lawrence que faz uma jovem já muito madura para idade tentando fazer de tudo para cuidar da família e com medo de acabar ficando igual a mãe. Não é a toa que ela está indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Gostei demais da fotografia nas cenas de dia. Eles fazem um inverno realmente angustiante, onde precisa ter muita força pra se aquecer.
Além de melhor filme e melhor atriz, Inverno da Alma foi indicado a melhor ator coadjuvante (John Hawkes) e melhor roteiro adaptado.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Zumbilândia – Manual de sobrevivência em caso de apocalipse zumbi

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Zumbilândia é um filme que deveria ser passado em todas as escolas do planeta. Todos sabem que cedo ou tarde um apocalipse zumbi acontecerá e esse filme é uma cartilha de como sobreviver a ele.  
Na busca pelos seus pais Columbus (Jesse Eisenberg) conhece Tallahassee (Woody Harrelson) que depois conhecem Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Brelin). Depois de alguns roubos de carro decidem viajar juntos em busca de um lugar onde não há zumbis.
Columbus só sobreviveu ao apocalipse porque na verdade nunca saia de casa. Isolado de todo mundo só descobriu os zumbis quando um bateu a sua porta. Entendo então que é muito mais fácil sobreviver ao apocalipse se você não tiver nenhum laço afetivo com alguém. Sem preocupações. E claro, seguindo todas as regras. Mas é capaz alguém viver sozinho por tanto tempo? Qual seria o prazer de destruir uma loja de conveniência sozinho? Wichita e Little Rock só tiveram uma a outra, Tallahassee perdeu quem era mais importante pra ele e Columbus nunca teve ninguém. No final descobrem como é importante ter alguém a quem se dedicar. Descobrem uma nova família.
Chega de papo chato, o filme é uma comédia! E das melhores que já vi, com certeza. Começando pela busca do bolinho e passando pela mansão de Bill Murray, onde o próprio se interpreta (e indiretamente dando uma aula sobre bons comediantes para os mais jovens). Columbus um cusão muito corajoso anota mais de trinta regras de sobrevivência. Regra n°3 – Cuidado nos banheiros. Regra extremamente importante para o nosso personagem principal já que ele sofre de problemas intestinais.  Regra n°8 – Tenha um parceiro casca-grossa. Aí entra Tallahasee. Que só quer aproveitar as pequenas coisas e acabar com o máximo de zumbis e Zumbilândia que ele puder.
C’est FiniEnquanto jogam Banco Imobiliário conversam sobre o que é bom em Zumbilândia. Columbus diz que a melhor coisa é não ter atualização de Facebook. Isso é só um comentário desnecessário (se é que já não tem tantos nesse blog), é que Jesse Einsenber interpretou Mark Zuckerberg criador do site. Que aliás foi indicado ao Oscar pela atuação. [Atualização: agora pensando nisso vejo que o Zuckerberg e o Columbus não personagens bem parecidos na questão do isolamento. Columbus sempre quis ter alguém e Zuckerberg também, só que ele é mais ranzinza.]

Coffee and Cigarretes

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Uma rapidinha. Coffee and Cigarettes é um filme chato. Artisticamente falando é íncrivel. não sei explicar direito, mas pra mim é como ir ao museu. Você imagina que vai ser chato pra caramba e quando chega lá encontra algo que lhe surpreende e cativa. Ele não tem nada demais. Artistas batendo um papo enquanto bebem um café e fumam um cigarro. Sim, isso mesmo. Igual a você quando faz uma pausa no trabalho ou quando recebe uma visita em casa. Pode conferir Iggy Pop e Tom Waits se encontrando em um bar e voltando a fumar. Cate Blancchet trocando ideia com a sua prima (ela mesma) antes de dar uma entrevista. Meg e Jack White no alto de suas normalidades. E pra mim a mais incrível, RZA e Bill ‘GhostBuster’ Murray.
Dica: É um filme independente, tanto que Cate Blanchett foi indicada ao Independent Spirit Awards. A dica: é um ótimo filme para comentar com aquela mina alternativa que usa camisa xadrez e vai em bares da Rua Augusta. O mais importante é não falar que o filme é "independente", mas sim "Indie". Pronto você já teve meia hora de conversa o resto é com você.

Jackie Brown – O filme renegado de Tarantino


Jackie Brown (1997) é o terceiro filme de Quentin Tarantino. Depois de Cães de Aluguel e do oscarizado Pulp Fiction o diretor tentou uma proposta de roteiro mais simples e direta.  Sem perder seu característico jeito de escrever, com diálogos rápidos e closes em pés, Tarantino trás pra gente uma estória sem-graça e desemocionante (o blog é meu eu invento a palavra que eu quiser).  Tendo como carro chefe uma protagonista completamente sem sal, Samuel L. Jackson fazendo o mesmo personagem de sempre (mudando só de nome e corte de cabelo) e um ex-Batman que, ao meu ver, ainda não tinha aprendido a atuar.
Jackie é aeromoça de uma empresa aérea vagabunda onde ela trafica dinheiro para os EUA a mando de Ordell Robbie (L. Jackson). Ela é pega com cocaína na mala e os tiras tentam fazer um acordo para ela entregar o bandido do rabo de cavalo. Resumi a sinopse porque em quase todas que eu li por aí conta o final.

Quando assisto a um filme do Tarantino em primeiro lugar adapto minha visão como se fosse a de um bebê. Quero ver o vermelho do sangue, é isso que chama a minha atenção. Quero (exijo) um roteiro que mostre presente, passado e futuro embaralhados e organizados por capítulos pra depois rever na ordem certa. Preciso de diálogos sobre a cultura pop (você nunca explicou pra alguém o que a Madonna quer dizer em Like A Virgin?). Isso é Quentin Tarantino. Previsivelmente incrível.

Tarantino tem uma característica muito curiosa que é a de repetir personagens em seus filmes (veja Tarantino’s Mind no YouTube). O único personagem que achei sensacional em Jackie Brown foi o Winstor, feito pelo armário Tomy ‘Tiny’ Lister Jr. Um funcionário do agente de fiança Max Cherry. O trabalho dele é simplesmente encontrar as pessoas. Poderia ser usado novamente em algum filme. A menos que o ator já tenha morrido, isso eu não sei.
Jackie Brown é o único filme ruim da carreira do diretor (Nem queira discutir Um Drinque no Inferno Comigo). Mas não é um filme dispensável. É Tarantino e por isso fico triste comigo mesmo por não ter gostado do filme. Espero que com o passar dos anos e com as experiências da vida esse filme melhore aos meus olhos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

You Don't Know Al Pacino

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Apesar do título desse blog o primeiro post não é sobre um filme de cinema. You Don't Know Jack é um filme feito para a televisão pelo canal HBO em 2010. Bem, se você assiste alguma série produzida por esse canal sabe que não se pode esperar pouca coisa ainda mais se falando de um longa-metragem.

O Dr. Jack Kevorkian (Al Pacino) olha pelo vidro da porta uma paciente em estado terminal e vê em seus olhos o mesmo olhar de sua mãe. Um olhar de dor e sofrimento pedindo apenas para que aquilo acabe logo. Inspirado pela Europa, onde a eutánasia começa a ganhar força, cria um sistema que é capaz de fazer esses pacientes, que desejam a morte para acabar com o sofrimento, a se suicidarem. Sem dor e com dignidade, segundo Kevorkian. Claro que a população vai a loucura com isso e o governo começa a intervir. Mas não há assassinato e Jack continua livre para dar o direito das pessoas morrerem ou brincar de Deus, como preferir.

Sempre fui fanático pelo Poderoso Chefão. Foi ali que comecei a pesquisar mais filmes com o Al Pacino. Fora Michael Corleone ele fez outros personagens memoráveis. Sonny Wortzik (Um Dia de Cão) e Tony Montana (Scarface) são os primeiros que vêm na minha péssima memória. Depois aparecem alguns filmes que ele é um detetive aqui um advogado ali. Personagens sem desafio algum para o ator. Ai você acha que sou um filha da puta por não falar de Perfume de Mulher. Mas acho esse filme tão chato (e o personagem principal também) que ofusca o desafio de interpretar um cego triste com a vida. Mas agora outro personagem ficará cicatrizado no meu córtex cerebral. Você não vê Pacino em Kevorkian. Você vê Kevorkian em Kevorkian. O doutor mal-vestido que vai até o fim do mundo pela sua causa. Tanto que ele recebeu e foi indicado a um monte de prêmios aí.

Acho que a única tristeza do Al Pacino é o fato de ser um telefilme. Ou seja, não pode concorrer ao Oscar. Poderia muito bem ser indicado para algumas categorias ali. E ainda digo que com certeza Pacino ganharia a de melhor ator. O que seria muito bom para apagar o Oscar dado por pena pra ele em 1993.